Dona G..
Dona G. Dona G., era uma mulher muito bonita: morena clara, olhos pretos e redondos como jabuticaba; cintura bem definida, braços roliços, sempre à mostra, parte por causa do calor, parte por gostar de exibi-los, por vaidade; corpo bem feito, nem era gorda nem magra, era o corpo mais comum da época, porque estávamos no início da década de sessenta. E o tempo forja o estilo, a moda, a arte, a vida. Ela devia estar na casa dos trinta, e já tinha uma filha de três anos. O marido, seu M., era um pouco mais velho, devia ter uns quarenta. Ele gostava de sair de casa à noite para jogar sueca com os amigos, principalmente aos sábados e domingos. Ela ficava sozinha a esperá-lo até tarde; só ia dormir quando ele chegava, ele quase sempre com cheiro de cigarro e de álcool. Ela pensava em fazer algo diferente, quando ele chegasse, contudo, ele caia na cama com todo corpo que beirava a obesidade, de roupa e tudo. Havia um adolescente de nome J., de quatorze anos que morava na casa, parente do marid...